quarta-feira, 16 de março de 2011

Grafitos Medievais do Mosteiro da Batalha


Está a decorrer na Casa-Museu João Soares, nas Cortes - Leiria, uma interessante exposição de grafitos do Mosteiro da Batalha.
Do respectivo folheto consta o seguinte: A exposição Os Grafitos Medievais do Mosteiro da Batalha fala de um assunto até hoje ignorado: o gesticular anónimo de quem esteve no Mosteiro durante a sua construção. Escultores, pedreiros, carpinteiros, arquitectos, monges, fixaram nas paredes uma linguagem paralela, não a dos alicerces, das abóbadas e de um imaginário que iriam legar à posteridade, mas as dúvidas, as conversas, as ironias, as crenças, de um quotidiano forjado numa das épocas mais criativas do viver português.
Graças a circunstâncias casuais, as características do calcário das pedreiras do Reguengo do Fetal, as linhas espontâneas que traçaram ficaram gravadas através dos séculos na face rugosa das pedras. São esses registos ténues que são aqui ressuscitados numa aparição imprevista.
A cegonha, símbolo da vigilância ascética dos frades que ficou inscrita à porta do seu dormitório, os barcos dos carpinteiros navais que levantaram os cimbres, ou seja as estruturas de madeira para suporte das abóbadas, as volutas dos escultores de capitéis, os jogos de riscados de improviso nas horas de descanso.
Uma outra Idade Média que cruza os alvores do renascimento renasce num sussurro íntimo após 500 anos de silêncio.

3 comentários:

Rui Pascoal disse...

Grafitos? Fiquei curioso…
Nas Cortes o que não falta são bons garfos.
:)

carol disse...

Também nunca tinha ouvido falar em Grafitos, mas deve ser bem interessante. Tenho de ir ver.

(E agora aqui entre nós, vocês mandem o vosso/nosso amigo Rui para a terapia da fala! Não é garfitos! É GRafitos!)

SilvaRocha disse...

Pois é. Curiosamente a palavra já consta de dicionários de Português. Pelo menos do meu (como pude ver agora) que até é de 2004! Sempre ouvimos falar da palavra italiana graffiti (plural de graffito)... Vale a pena visitar a exposição.