segunda-feira, 17 de junho de 2013

Moçambique (14) - Casa de Ferro e C. C. Franco-Moçambicano

Quem sobe a Av. Samora Machel, partindo da «Baixa», da Av. 25 de Setembro (do Continental, por exemplo, onde possa ter estado a beber um café), encontra, quase ao chegar à Praça da Independência (onde se encontra o Conselho Municipal), ao seu lado direito, a Casa de Ferro.
Casa de Ferro

A Casa de Ferro é um imóvel pré-fabricado, importado da Bélgica para Moçambique e edificado em 1892 para alojar a residência do governador-geral. Actualmente situado na Avenida Samora Machel em Maputo, foi inicialmente instalado na Avenida Josina Machel, tendo albergado várias instituições como o Instituto D. Amélia e antes da independência nacional o Museu Geográfico.

Centro Cultural Franco-Moçambicano


 Logo, um pouco acima, encontra-se o Centro Cultural Franco-Moçambicano, num edifício muito bonito, cheio de luz, com várias obras de artesanato no seu interior e circundado por jardins, onde são expostos trabalhos escultóricos diversos e executados a partir de materiais de vária origem.
Desta vez, deslocámo-nos ao Centro Cultural Franco-Moçambicano, tendo em vista apreciar uma exposição de fotografia, resultante de um concurso, onde foram apresentados trabalhos muito interessantes, pelo que nos foi dado concluir.

Fotografia exposta no CCFM
Estatueta e quadro

Conjunto escultórico (em cima do balcão do bar do CCFM)
Estatueta
 Um pouco por todo o espaço, quer nas zonas cobertas, quer nos jardins, eram várias as marcas da cultura.
Cartaz anunciador de espectáculos
Nos jardins do edifício, não passavam despercebidas as obras executadas a partir de pedaços de máquinas, canos e restantes partes de armas e de toda a parafernália de objectos metálicos que, em princípio, estavam «condenados» às lixeiras ou a aumentar o lixo da cidade.

Trabalho feito de produtos reciclados
Trabalho feito de produtos reciclados
Banco executado com restos de peças de armas
O jovem Gonçalo Mabunda é o artista plástico moçambicano que mais se dedica a este tipo de trabalhos em que são utilizados como matéria-prima desperdícios de uma autêntica lixeira de metal.
  

sábado, 15 de junho de 2013

Moçambique (13) - Museu de História Natural

Aquando da nossa primeira ida a Moçambique, visitámos o Museu de História Natural que muito nos encantou.
O edifício, muito bonito, de estilo manuelino, apresenta-se sempre bem cuidado, como tive, mais uma vez, a oportunidade em constatar, e contém, no seu interior algumas raridades, eventualmente únicas, a nível mundial.
Mas, no que concerne ao edifício, atento o seu estilo, não pude deixar, de notar, desde o primeiro contacto visual, a semelhança das janelas com as do edifício da Câmara Municipal de Soure que tão bem conheço.


Museu de História Natural - Maputo
Museu de História Natural - Maputo

Museu de História Natural - Maputo (escadas interiores)
 Como única no Mundo, está patente no museu, uma colecção de fetos de elefante, nas suas diferentes fases. 
Como consta da literatura que se encontra junta aos fetos expostos, por altura da 1ª Guerra Mundial, houve, a sul de Maputo, uma matança de 2000 elefantes machos, fêmeas e crias, tendo em vista destinar à agricultura os terrenos que ocupavam.
Entretanto, o comandante da equipa da caça que procedeu a tão lamentável matança, teve a ideia de recolher os fetos e conservá-los em formalina.
Como se pode ver na foto, no primeiro mês e até ao terceiro, é um feto pequenino. Depois vai evoluindo durante 22 meses e quando nasce já pesa cerca de 100 kg.

Museu de História Natural - Maputo (Diferentes fases da evolução  do feto do elefante)




Uma boa parte do espaço do museu é dedicada a cenas da selva, com animais embalsamados.




Outras salas do espaço museulógico, são dedicadas a documentos de natureza fotográfica e objectos vários que testemunham não só capacidades para os criar, mas também hábitos humanos antigos.



  

terça-feira, 4 de junho de 2013

Moçambique (12) - Música

Da música de Moçambique não tenho conhecimentos bastantes que me permitam sequer fazer uma selecção da que mais representativa possa ser.
No entanto, tenho procurado ouvir as que me aparecem e escolho aquelas de que mais gosto.
E Wazimbo é o nome de cujas canções mais gosto. Mas, como antes frisei, poucos nomes e canções conheço.
                                       
       Wazimbo - "Magumba" (o vídeo tens imagens maravilhosas)
 Comprar CDs de música e DVDs de filmes por preços baixos, é facílimo. Por todo o lado da cidade de Maputo, andam rapazes a vendê-los entre 100 a 200 Mts. Claro que os suportes (CDs e DVDs propriamente ditos) não têm qualquer inscrição ou imagem apostas no seu exterior e as capas são fotocópias (a cores) de fraca qualidade. É a pirataria no seu esplendor...

 A Marrabenta é uma forma de música-dança típica de Moçambique.                                                   
Wazimbo - "Sapateiro Marrabenta"

Mas, a canção que até agora encontrei que mais me satisfaz ouvir é a "Nwahulwana" do referido Wazimbo.
Wazimbo - "Nwahulwana"
Não sei porquê, esta sonoridade encanta-me. 

sábado, 1 de junho de 2013

Moçambique (11) - Bilene

Dedico este post a um Amigo, apaixonado pelo mar e que desde criança, descendo pela Rua do Outeiro, transformava o carrinho de rolamentos que o pai lhe construiu, numa caravela portuguesa.  Um Vasco da Gama se imaginava vencendo as ondas, não do rio Arunca, mas sim as altas e tormentosas vagas do Índico, personificando o Adamastor nas vizinhas que reagiam, atormentadas pelo ruído ensurdecedor dos rolamentos zurzindo contra as pedras da calçada. 
E foi essa paixão pelo mar e pelo amor à sua terra natal que o levaram a conceber e a reduzir a escrito o que se pode designar como uma autêntica ode marítima cantada em louvor da que considera a melhor vila do centro do País:

Ó Soure vila bonita,
como tu não há igual!
És das terras mais bonitas,
das praias de Portugal!

Voltando a Moçambique, tema que justifica os posts que temos vindo aqui a publicar, recomeçarei referindo que, quando em 2007, estivemos em Inhambane, por uns dias, foi então obrigatória a visita às praias mais próximas, nomeadamente Barra, Tofinho e Tofo. E foi nesta praia que tivemos o grato prazer de partilhar uns momentos de conversa com aquele que era o grande mestre da pintura moçambicana, Malangatana Valente Ngweny (falecido em 5 de Janeiro de 2011).

Praias próximas de Inhambane
Com Malangatana em Abril de 2007



 Desta vez, neste ano de 2013, fomos passar uns dias ao Bilene, a cerca de 200 kms de Maputo. A praia do Bilene, onde estivemos, fica junto da lagoa Uembje, mantida pelo Índico. As águas são límpidas e não profundas, o que proporcionou bons momentos de diversão às três crianças que faziam parte do nosso grupo.
 

Da casa onde ficámos durante os quatro dias que ali permanecemos, desfrutávamos de uma bela paisagem, onde se incluía a lagoa/praia.


 Estivemos muito bem instalados, usufruindo não só da paisagem, mas também do conforto da própria casa que distava cerca de 150 metros da praia.
Bilene é uma pequena povoação onde, na rua principal, para além de outras construções antigas e modernas, se pode ver ainda um conjunto de casas pertencentes aos Caminhos de Ferro, e que, antes da independência, serviam para os funcionários da empresa gozarem alguns dias de férias. Estão preservadas e habitáveis.
Verificámos que, numa zona mais recatada e próxima da casa onde nos alojámos, estão a ser construídas boas vivendas que se destinarão, assim parece, a residência de férias e cujos acessos estão a ser devidamente cuidados com a colocação de blocos de cimento que encaixam uns nos outros garantindo, ao que tudo leva a crer, um piso fiável e duradoiro.
Tomávamos café no «Bilas», junto às bombas de gasolina e, quando precisávamos, comprávamos as frutas e legumes, bem assim como o peixe, no mercado de rua.
 No regresso a Maputo, na véspera do Domingo de Páscoa, passámos pelo estabelecimento (restaurante, padaria, etc.) do amigo Figueiredo, algures, no meio da mata, junto de Marracuene, para levarmos o cabrito assado encomendado com antecedência.


 O senhor Figueiredo é um português que foi para Moçambique, após a independência e estabelecendo-se no sítio onde ainda hoje se encontra, tem vindo a ser bem sucedido no seu negócio, estando na iminência de construir um complexo (restaurante e residencial) junto da Estrada Nacional nº 1 moçambicana, relativamente perto do local onde hoje exerce a sua actividade.
Proximamente, tentarei abordar outros assuntos que Moçambique me tem vindo a proporcionar e que considero interessantes.



 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Moçambique (10) - Fim de semana na Suazilândia 4

Tal como deixei em aberto no último post, no Domingo daquele fim de semana, fomos visitar o Summerfield Botanical Garden logo pela manhã (os dias em África começam cedinho). Tem, no seu interior, um hotel e um restaurante com cafetaria, encontrando-se este último estabelecimento junto
Anúncio do Summerfield Hotel no início da alameda que lhe dá acesso
de um lago, o que, aliado às construções lacustres (passadiços e locais de repouso) próximas,
 proporciona uma beleza paisagística única.
Restaurante e cafetaria


Construções por cima do lago
O parque é harmonioso, beneficiando da coexistência dos lagos, da flora, das construções em madeira e das esculturas ora em metal, ora em pedra, espalhadas um pouco por todo lado e perfeitamente enquadradas com a paisagem.






É um jardim que reúne uma vasta colecção de plantas raras, apresentando algumas o exotismo floral próprio dos países africanos.

Depois da agradável visita ao Summerfield Botanical Garden, rumámos à capital, Mbabane, cidade com um centro moderno e prédios em construção, sendo os visitantes levados a pensar que estará a mesma em franca evolução.
Perto um do outro, tem dois bons e modernos centros comerciais e entre ambos um mercado tradicional de rua, a funcionar num espaço tipo parque de estacionamento e nos passeios à sua volta.

Contrastando com Maputo, a cidade apresenta-se limpa, sem os montes e pequenos focos de lixo  com que, a cada momento, nos deparamos na capital de Moçambique.
Viajando pela M3, estrada que nos levaria de volta a Manzini, onde havíamos passado na véspera em sentido contrário, estávamos a iniciar o regresso a Maputo.
Perto da cidade referida, almoçámos uma refeição ligeira, num shopping cujas traseiras ficavam sobranceiras ao Millenium Park, assinalado pelos símbolos da bandeira daquela.
Símbolos da bandeira de Manzini
Passando por Manzini, atravessámos, de novo, Steki, onde reabastecemos de combustível.

Carrinha com pessoas de um casamento
 Concluímos das duas vezes que parámos no posto de abastecimento de combustíveis da Galp, em Steki que o mesmo tinha um movimento apreciável de clientes. Desta segunda vez, constatámos que, para além de outros, se encontrava ali a meter gasóleo, um camião transportando tubos de pvc, uma carrinha Toyota descapotável transportando pessoas que participavam num casamento e um swazi solitário na sua viatura também daquela marca japonesa.
Automobilista aguardando a sua vez para abastecer a sua viatura

Note-se que quer em Moçambique, quer na Suazilândia temos tido a oportunidade de verificar que a maioria dos veículos automóveis são oriundos do Japão.
E foi exactamente numa carrinha Toyota Ipsum (do meu filho) que fizemos esta interessante viagem à Suazilândia e empreendemos, naquele dia 24 de Março, o regresso a Maputo.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Moçambique (9) - Fim de semana na Suazilândia 3

O percurso seguinte teve como objectivo, como antes referi, a House on Fire. Este local, onde em todo o canto e recanto, nos deparamos com a arte nas suas mais diversas manifestações, é o escolhido para a realização anual de um Festival de Artes, com predominância da Música, denominado por Bushfire (este é o site oficial). Curiosamente, será no próximo fim de semana (31 de Maio,1 e 2 de Junho de 2013) que se irá realizar o festival deste ano. E a família Rocha moçambicana (filho, nora e neta deste vosso escriba) lá estará presente para usufruir dos concertos musicais e da ambiência peculiar daquele espaço.
Mas, tal como antes aludi, naquele local, mesmo sem o festival a decorrer, está sempre presente uma miscelânea de objectos, móveis e recantos artísticos que não nos deixa indiferentes. Para quem gosta de fotografia, o manancial de motivos é tal que, a dado passo, nem sabemos para onde nos havemos de virar com a câmara...

House on Fire 1

House on Fire 2

House on Fire 3
Acabada a agradável visita, deslocámo-nos até ao alojamento previamente marcado, isto é, para o Timbali Lodge, em Ezulwini.

As duas «casinhas geminadas» onde pernoitámos

 
O lodge era bastante verde, com as «casinhas» espalhadas um pouco por todo o lado.
 















    Muito arborizado, apresentando muitas das árvores um colorido interessante resultante das flores que têm no seu cimo.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             Entretanto, chegada a hora adequada a este tipo de procedimentos essenciais à manutenção da vida sobre a Terra, resolvemos ir jantar ao restaurante contíguo ao lodge e que, por sinal, é um estabelecimento conceituado e bem conhecido e que dá pelo nome de Calabash Restaurant.


Um dos pratos da nossa refeição



No dia seguinte, domingo, depois de bem dormidos e com o pequeno-almoço tomado, rumámos ao Summerfield Botanical Gardens. Este jardim botânico será um dos temas do dia do regresso a Maputo que será relatado brevemente.

domingo, 26 de maio de 2013

Moçambique (8) - Fim de semana na Suazilândia 2

Após passagem por Manzini, tal como referi antes, seguimos para o tal espaço onde se podem ver artesãos em plena actividade, venda de artesanato e uma fábrica de velas de cera com diversas formas, com grande predominância de animais.

  
Pormenores do espaço, incluindo a WC para homens e deficientes (clicando sobre a foto, a mesma amplia)
 Repare-se que se aproveita a exposição das velas em forma de rinocerontes, para se publicitar uma campanha de combate à sua caça ilegal e, por outro lado, se faz a apologia da livre reprodução não só dos rinocerntes, mas também dos elefantes.

Banca de artesanato
  
Estatueta
Loja
Depois de almoçarmos e de termos visitado não só as bancas de artesanato, mas também as lojas, rumámos em direcção a House Fire de que darei nota no próximo post.